NÃO TOMES UMA NUVEM POR JUN(H)O


É o título para este mês.
Assenta no pressuposto tão pueril de que tudo pode ter uma certa piada, desde que se construa alicerçado em palavras e/ou expressões que se adaptam à circunstância.
E tomar uma nuvem por todo o Jun(h)o pode ser coisa que não se recomenda, uma vez que isso desvirtua o tempo e a própria nuvem, bem como o Juno Deus e o Junho mês. Nenhum dos dois é o outro todo, portanto, e a nuvem é a textura que quebra a monotonia lisa do céu e a quem devemos, por exemplo, a glória da água, uma noite de chuva sobre os telhados e a beleza de tudo o que nos cobre.
Em maio escrevi pouco, fotografei menos e desenhei nada.
Esteve em curso o caminho rumo à brutalização do individuo, uma espécie de estado vegetativo consentido, patrocinado por circunstâncias quase sempre alheias, daquelas que cortam a vontade e a própria reação à falta de vontade.
Por esta altura rebenta o cansaço da escola, de tudo o que lá está dentro e de tudo o que dela se carrega em permanência, inclusivamente na hora de pôr os sonos em dia.
Dorme-se com ela entre a cabeça e a almofada, anda ali como um piolho a quem rendemos o coçar para tratar o efetivo incómodo.
Felizmente que desconheço o que Jun(h)o me trará e, por isso, como diz aquela frase feita, "prognósticos só no fim - não do jogo - mas do mês!"
© AL.2018

Comentários