UM CRIME E UMA FUNDAÇÃO

Foto: Raimundo Quintal

Numa telegráfica incursão que fiz hoje à cidade capital da região - Funchal - duas notas me atropelaram enquanto caminhava pela urbe.
1 - A obra que alguém decretou fazer-se nas ribeiras do Funchal, sob o "manto protetor" do famigerado temporal de 20 de fevereiro de 2010 (que 7 anos depois tudo parece permitir em termos de "betonagem urbana"...), pode ser uma série de coisas boas, não sei, e é também e sobretudo, seguramente visto da forma de que já está, um crime.
E se é um crime, deveria tratar-se em conformidade.
Mas não. Daqui a uns anos ou antes disso, daqui a uns meses, até, já ninguém liga, pese embora continue a ser crime.

2 - O igualmente famigerado "Jornal da Madeira", que durante décadas foi o órgão "oficioso" do governo regional de AJJardim, reparei hoje - pasmei - foi fundado em 2015.
Ora, sinceramente, por muito pouco recomendável que fosse/seja a história do jornal - não me compete a mim fazer esse juízo, porque não sou autóctone nem sou jurisprudente na coisa... - a sua história na imprensa regional e até nacional deveria ser respeitada, tenha ela os contornos que tiver.
Dizer que um jornal que não foi fundado em 2015, foi fundado em 2015 é querer passar uma esponja ou um ácido que apague o que está para trás, seja por vergonha, seja por que motivo for...
Quando muito, se a ideia era "cortar" como o passado, raios me partam se o termo "refundado" não seria admissível. Resolvia a coisa e dava-se ao respeito.
Mas pronto, admitem-se coisas piores nesta terra, como por exemplo, o ponto 1 deste texto...
©AL.2017 

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