O HOMEM TRANQUILO


Um pescador coloca o isco no anzol, de auricular em riste, numa tarde de um qualquer sábado no mundo...
Não há orçamentos, comunicados, comissões, omissões, mentiras, apoios ou arrastos de tapete, birras entre políticos sem chupeta que lhe entrem pelo ouvido, o amolentem e lhe destruam a imensa paz que o envolve.
A fotografia é tão mas tão clara!
O pescador de fim de semana segue o erro nervoso dos peixes que picando o isco, não puxam pela cana e o deixam apenas na espera dos nadas.
O balde está vazio, mas o homem está tranquilo, concentrado e, algumas vezes, sorri...
Tão pouco mas tão suficiente!

©AL.2017  

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