O DIÁRIO (DO ABSURDO?) DE PAPEL

Numa pequena agenda que me ofereceram, desde o passado dia seis deste mês que nela "me estou a obrigar" a escrever uma ou duas frases, sobre tudo e sobre nada.
E esta experiência, até ver, está a dar resultado que, como é evidente, apenas eu consigo aferir, sobretudo por causa deste facto... E se digo que está, é porque está porque sou o meu maior crítico.
...Escrevo e esqueço, isto é, registo a(s) frase(s) e, passadas umas horas, não faço a menor ideia do que escrevi. Elas são resultado de um momento que surge, é registado e depois "apagado do disco".
Hoje, ao ir relembrar o que já escrevi desde o dia seis, dei-me com coisas inesperadas, sobre as quais não tinha 
qualquer rasto ou resto de memória e que, quando as partilhar com os
poucos
que ainda me seguem, poderão suscitar as mais diversas reações , boas e más, claro.
Por elas - as frases - percebe-se o quão volátil e suscetível é a cabeça de quem escreve e de quem se deixa de certo modo atormentar pelas suas catarses interiores, pelo tremendo acesso de estímulos exteriores e de como tudo pode/não pode fazer sentido.
©AL.2017 

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