LEITURAS


Nos últimos três meses, outros tantos livros lidos.
O último de 2016 foi o inevitável "Quinto Livro de Crónicas" do não menos inevitável António Lobo Antunes (ALA).
Para quem como eu já leu mais de metade da sua extensa obra, qualquer coisa que escreva sobre ele será sempre altamente subjetiva e toldada de admiração
Contudo, ler ALA, para mim, só é possível com intervalos vincados entre os seus livros. É preciso mastigar a sua escrita, que dá muita luta e nos entretece nos seus meandros.
Apesar das crónicas serem mais leves, está lá tudo, desde o estilo às suas perturbações mais densas ou ao humor sibilino e irónico sobre o comum mortal. Sobre nós.


Depois de Lobo Antunes, e já em 2017, li. "O sentido do fim" de Julian Barnes.
Um bom livro sobre o percurso de um grupo de amigos britânicos, desde o secundário até quase ao final da vida do narrador, entre peripécias e enganos,  (in)certezas, paixões e aflições, um retrato algo agreste da passagem do tempo e, lá está, do sentido do fim de tanta coisa que se dá por eterna.
E que não é!


Finalmente, terminada ontem, a leitura de um pequeno grande livro, "A pérola" de John Steinbeck, um clássico tão friamente atual sobre a condição humana e de como um simples "objeto" pode transformar de forma tão dramática a vida de uma família e que, simultaneamente, revela as piores características do ser humano quando confrontado com a perspetiva da riqueza material.
©AL.2017  

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