O DIÁRIO DE MÁRIO

Mário convalesce.
Rádios, jornais e televisões desvendam-lhe diariamente os derradeiros passos para o estreito corredor de todas as certezas.
É uma espera desonesta porque busca apenas
é difícil provar que não é assim
uma desgraçada corrida para se perceber o comprimento peniano da notícia provável e expectável da sua morte.
Na sua inconsciência, tida assim como certa à janela das notícias, Mário tem, como quase sempre teve, o cortejo comunicacional a "lamber" o seu chão, mesmo que seja o último, aquele que o leva à casa que é a de todos os que partem.
Até aqui a magistratura do tempo cumpre o seu papel, no que tem de mais repugnante e no que tem de mais histórico.
©AL.2016 

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