LEITURAS - Miguel Sousa Tavares


Há cerca de duas semanas, comecei e acabei a leitura de mais um livro. Tratou-se de "Não se encontra o que se procura", de Miguel Sousa Tavares (MST).
Quando leio livros escritos por figuras públicas muito conhecidas, surge uma certa "dificuldade" em filtrar o que elas são na televisão e a forma como as vemos e ouvimos
     no caso de MST
com o que elas são como escritores,
     sucedeu-me o mesmo, mas em muito pior, ao ponto do escárnio, até, com o inefável 
José Rodrigues dos Santos, quando me aventurei a ler (já!!!) três dos seus livros
mas neste livro de MST, de certo modo, até ajudou.
O livro tem um registo algo errático, uma vez que mistura partes em modo de "diário" com outras em modo livre e de análise político-histórica, num registo aproximado ao seu lado televisivo.
Durante o livro é fácil conseguirmos ver o autor nas empreitadas que relata - caçadas no Alentejo, pescarias no Algarve, "retiros" para escrever em zonas longe de tudo e todos, na Croácia, Sicília, em África, etc. - nas quais MST veste a sua pele mais humanista e menos truculenta e até arrogante, dando-nos a perceber que para lá daquela imagem austera que carrega na TV, consegue estar um individuo sensível e preocupado com detalhes só ao alcance de olhares cirúrgicos sobre as coisas, apetecendo quase a sua companhia...
O livro é de fácil leitura - demorei seis dias a ler as suas 261 páginas - e é daqueles que, não sendo uma perda de tempo, também não é dos obrigatórios. Por exemplo, é de fácil leitura agora nas férias, à falta de algo mais entusiasmante.
Costumo classificar, de forma privada, os livros que leio, numa escala de 0 a 20. 
A este atribuí... 13.
Como gosto de dizer, nem bom, nem mau, antes pelo contrário!

AL.2017

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